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sexta-feira, 13 de julho de 2012

Não faz mal

Ao meu colo, distraída a ver os anúncios na televisão, e eu nas meiguices da noite:
"Rosarinho, dá um beijinho à mãe..."
"Hum... não!" a fingir-se amuada, cruzando os braços, de volta à televisão.
"Oh, a mãe fica triste..."
Passa-me com a mão bolachuda da bochecha e diz "oh, mãe não faz mal. A Rainho não está zangada!"
Mas o beijoo? Nada! De volta à televisão.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Cumprir as regras

Que a Rosarinho cumprimente toda a gente e se despeça das pessoas com quem está é para nós um ponto importante na educação, que se faz de pequenino, acreditamos.
Mas não sair da sala do infantário sem ir dar um beijinho a todos os amigos?? Não sei se já não será um pouco "excesso de zelo"!

Lobo mau?

Ontem, no parque infantil com o Pai, a fazer uma boca muito grande, a correr atrás de um pombo e a dizer: "Vou-te comeeer!...."

quinta-feira, 17 de maio de 2012

As artes

De manhã. Cedo. Já vestida e arranjada para sair, eu e o Pai a despacharmo-nos. "Paiii. Paiii, depexa, pai, tá a pintaie." Ouvi uns segundos de silêncio e resolvi espereitar para dentro do quarto. Um lápis de carvão que me esqueci de recolher e uma parede do quarto cheia de rabiscos... Fugimos os dois. Para conseguir rir sem dar parte fraca!...

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Interpelada pela polícia

Há uns dias, foi o pai buscar a Rosarinho ao infantário, e eu tinha ficado a trabalhar até mais tarde. Resolveram, então os dois ir buscar-me e, já os três, a caminho do estacionamento do carro, atravessando o Rossio, paramos na passadeira à espera que o sinal ficasse verde para peões. Na estrada, à espera também de sinal, parou à nossa frente um agente da polícia na sua, grande, mota branca. De capacete e óculos escuros o polícia sorriu à Rosarinho que estava ao meu colo que, feita charmosa, sorriu mas escondeu a cara no meu ombro. Sem mais, o polícia sobe o passeio com a mota, pára no passeio, desmonta e, tirando as luvas, diz "Por favor..." e aponta para a mota. Como nós, pais, ficámos meio sem reacção, o polícia tornou a ordem mais clara e repetiu: "Por favor... pode po-la na mota!".
Ai, Rosarinho, nem sei que diga!... Que pena que não tirei uma foto!

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Natal II -a àrvore

Montar a árvore de Natal com a Rosarinho foi, para mim, uma surpresa. Estava à espera de um grande entusiasmo com as caixas de enfeites, a própria àrvore, as luzes. E que com esse entusiasmo fosse criar-se uma grande confusão, espalharem-se as bolas e os outros enfeites por todo o lado, etc. Para meu espanto, não obstante a excitação de ver sair do caixotes tanta cor e brilhos novos foi concentradíssima que acompanhou e ajudou no processo. E digo ajudou porque quem colocou as "bólhinhas" na árvore foi a mesmo a Rosarinho, com imenso cuidado e delicadeza. E depois retirou todas e "redecorou". E voltou a tirar, e a colocá-las todas num só lado, todas juntas, bem agrupadas. E então redecorei eu. E durante uns dias andámos nisto!...   

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Adoooora chapéus!

Já durante o Verão notámos que não tínhamos qualquer episódio típico no que respeita a usar chapéus. Acho que ter um chapéu, colocá-lo, usá-lo, sempre ficou associado a algo bom. É sempre sinal de passeio, seja praia, seja campo, seja uma volta pelo bairro.
Na verdade, chega a ser a Rosarinho a reclamar o chapéu, quando estamos quase de saída, a pegar em malas, chaves, e afins. 
O "apéu" é assim um acessório indispensável.
Em casa da Avó Maria, que os tem em várias versões e de várias épocas até, são sempre propósito a uma enorme brincadeira entre o tira-e-põe à avó e a si própria.
No meio destes dias em que estamos as duas por nossa conta, para aproveitar ao máximo, acabo por encontrar algum pretexto para sairmos um pouquinho de manhã, e depois do almoço e da sesta voltarmos a sair mais um pouco. Esta manhã, porque o tempo já não era muito e precisava de despachar dois presentes resolvi darmos um salto ao Colombo. Acabei por entrar numa loja com utensílios vário de cozinha e enquanto me distraía a ver qualquer coisa que já nem lembro, oiço umas gargalhadas. Volto a cabeça e dois empregados da loja riam a bom rir. Quando olho para a Rosarinho tinha tirado uma forma de bolo azul de silicone, posto na cabeça e ria divertida a dizer "apéu!, apéu!".
Não consegui tirar-lhe a forma da mão, não consegui convencê-la de que não era um chapéu e nem conto o que foi, nem o que m ri, ao travessar todo o corredor do Colombo a empurrar a bengala onde ela ia sentada, a por o novo chapéu na cabeça!

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Então??

No meio de tantas palavras novas por dia (é só ouvi-la repetir o que dizemos), há que eleger a palavra da semana. E sem dúvida que essa será "Êtão??".

Dito assim mesmo, de modo interrogativo e indignado. Foi ver a Rosarinho chegar na 2ªf, vinda do infantário, na rotina habitual, e entrando em casa, dirigir-se à sala direitinha à televisão, carregar no botão on, virar costas, trepar o sofá, sentar-se muito direita com uma almofada nas costas, de frente para o ecrã e... "Êtão??" Pois é, filhota, a televisão estava mesmo desligada na ficha!