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terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Dormir é tão bom...

Dormir passou a ser um ritual de mimo.
Se antes nos dizia adeus enquanto encostávamos a porta, agora é sentar na cadeira do quarto, com a fraldinha encostada à cara, pedir uma história que vou inventando, já com a luz apagada, a chucha na boca até que pede "caminha". Depois de se deitar ainda espreita pelas grades umas duas ou três vezes para ter a certeza que não me fui embora.
A sesta é muito mais difícil, e, em casa, agora contam-se mais as vezes que dorme a sesta do que as que não dorme... Hoje, adoentada, ficámos em casa e fazê-la dormir a sesta foi à quarta tentativa, com festas na barrriga, primeiro em pé, depois sentada, até que pediu para a tapar e o sono chegou. E até agora, ficou.
Saí pé ante pé, e fiquei aqui a lembrar-me da boa sensação que era aquela de adormecer com alguém sentado na cadeira ao lado...

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Chucha? Não.

Nas últimas noites reparei que, sempre que ia vê-la antes de me deitar, a chucha estava sempre no chão, no mesmo sítio ao lado da cama. Estranhei, mas não questionei, que a chucha ali caísse já que a cama de grades tem daquelas protecções almofadadas que até é alta, e mesmo por baixo parecia-me muito difícil que saísse assim só por cair... A solução desvendou-se há uns dias quando, ao ir deitar a Rosarinho, depois daquele nosso ritual (o beijinho, a chucha, apagar a luz, o encostar da cabeça no meu ombro e o rebolar para a cama e aconchegar os lençóis) noto que, mal virei as costas, ela se levanta e atira a chucha por cima da grade da cama. Ok, é então obra da própria Rosarinho!
Pensei que mais tarde fosse chorar por sentir a falta da chucha, mas tal não aconteceu, embora lá para a 1h da manhã eu lá tenha ido por aquele conforto ao lado da mãozinha, just in case... 
Mas há duas noites que a história melhorou. Não só ao deitar, mal está prestes a rebolar para a cama, me devolve a chucha e diz "não.", como a deitamos sem ela, tapamos com o edredon e a Rosarinho nos devolve as despedidas de boa noite dizendo adeus, com as duas mãos, e mandar beijinhos, também com as duas mãos! Uma para o pai e outra pra a mãe, certamente!

domingo, 13 de novembro de 2011

Passeios de Outono

Ganhámos um novo ritual de fim de semana. O de tomar o pequeno almoço, ou o lanche, se aquele nos escapa, na Padaria Portuguesa, agora que descobrimos uma perto de nossa casa.
E depois de se sentar numa cadeira dos "crescidos", comer pão, qualquer um, desde que com "fiambe", aquele passeio pela João XXI abaixo, a pé, de mão dada com o pai, parando nas montras e apanhando folhas de Outono que já enchem o chão.
Ontem já era noite e a imagem dos dois ao fundo da rua ficou na minha memória...

Horas esquecidas

Dorme agora a sesta sossegada. É uma hora calma para mim também, que se prolonga quase sempre por umas três horas em que aparoveito para reorganizar o que se deixou para trás na manhã que passou, no dia anterior ou duante a semana.
Há muito que me vou lembrando que "abandonei o blogue" e o último post é ainda de Setembro... Fico sempre com uma sensação de perda, de que deixei algo (muito) por registar. E todos os dias tenho a certeza que sim, num ritual tão simples como o de falar ao telefone com a minha mãe. No meio das nossas conversas, sempre há o espaço das últimas das Rosarinho. Pusesse-as eu aqui e não as deixaria "esquecidas".
Vou tentar, num acto tão simple como uma espécie de transcrição dessa parte da nossa conversa...