Demos então início às sopas.
1ª sopa, a 5 de Maio, 4 meses e meio. Uma sopa de cenoura, batata e cebola, muito cremosa e o mais doce possível e uma maçã cozida para este primeiro almoço.
Há que dizer que a Rosarinho foi ao engano quando viu o prato e a colher das papas (que agora são o verdadeiro sucesso) e as primeiras duas colheres marcharam... com alguma estranheza, e depois com muuuuitas caretas! E são caretas dignas de se ver! "Oh mãe, ooh mãe... mas o que é istooo?" Entre os trejeitos e rejeitos a sopa foi praticamente toda e, quando eu, orgulhosa, pensei, "agora é que vais gostar de mim, vou te dar uma coisa nova e tãão boa", a minha Bolinha deita toda a colher de maçã para fora! e não houve maneira de a convencer! Maçã é que não; já a sopa ainda vai... Vá-se lá perceber as crianças :)
2º dia, 2ª tentativa e o mesmo registo a sopa lá vai com cara de protesto, mas a fruta, hoje pêra para experimentar, isso é que não! Amanhã logo veremos...
Mas mais do que as sopas e as papas desta vida, o que hoje me ocupa o pensar e o divagar é ter que começar a ver o prazo desta etapa. Dia 24 volto a trabalhar e já não passo o dia com ela. Já sei que até me vai saber muito bem e que vou ter muitas compensações e que até faz muito bem voltar a por os neurónios activos e descentrar o meu universo mas custa pensar que o nosso tempo vai agora ser limitado, condicionado. E que não vou estar aqui perto, a assistir de plateia às próximas caretas ou gargalhadas cada vez que houver coisas novas para ela descobrir. Este papel de agente vai agora ser, não partilhado que tal não me incomoda, mas dividido. E isso custa sempre um bocadinho...
quinta-feira, 6 de maio de 2010
sexta-feira, 23 de abril de 2010
4 meses e a primeira papa!
Nem acredito que chegámos à barreira dos 4 meses... Anteontem fizemos desta barreira psicológica uma autêntica festa de aniversário. Não sei se é por ser um número redondo, se por entrar na fases das papas, mas a minha bebé ficou "de repente" crescida. Fico entre a nostalgia e o orgulho. Mas mais para o lado do orgulho!
Tal ficou sustentado com a consulta de ontem com a pediatra.
7,90Kg. Bem que as minhas costas acusavam...Está quase no percentil 90 e ficou a ameaça de lhe retirar as papas muito em breve ('tadinha, ainda nem tinha comido a primeira papa e já estas ficaram com data marcada...). De resto, ficou a certeza que está enorme (em comprimento, percentil 75) e a "bicha a fazer tudo aquilo que deve". Leia-se, a rebolar, a agarrar com ambas as mãos, a palrar muito e a rir.
Vieram então as recomendações para a alimentação: nestas duas semanas, papa de maçã ou pêra da Milupa, uma vez por dia, ao jantar, sempre à colher. A partir dos 4 meses e meio, duas refeições à colher. Ao almoço, sopa e fruta, ao jantar, papa. Leite nos intervalos. A partir dos 5 meses é suposto então fazer as refeições de como gente crescida: pequeno-almoço de leite, almoço, sopa e fruta, ao lanche leite, jantar com papa e ceia de leite.
Arrancámos ontem com as papas.
Escusado será dizer que fui directa ao supermercado comprar as papas todas que havia para comprar. E à noite, às 21h, depois de a Bolinha acordar de um sono profundo que resolveu fazer fora de horas, atacámos.
Sentada na cadeira, aqui vai disto... Medo, muito medo... Mas as primeiras colheres de para foram um sucesso! ficou muito atenta à colher e até empurrava com as mãos, eh, eh. Depois da 10ª colher de papa as seguintes foram para todo o lado! Ou seja, para as bochechas, para o babete, pelo nariz acima, felizmente não para cima dos pais! No balanço, foi um sucesso relativo. Hoje lá tentaremos outra vez!
Tal ficou sustentado com a consulta de ontem com a pediatra.
7,90Kg. Bem que as minhas costas acusavam...Está quase no percentil 90 e ficou a ameaça de lhe retirar as papas muito em breve ('tadinha, ainda nem tinha comido a primeira papa e já estas ficaram com data marcada...). De resto, ficou a certeza que está enorme (em comprimento, percentil 75) e a "bicha a fazer tudo aquilo que deve". Leia-se, a rebolar, a agarrar com ambas as mãos, a palrar muito e a rir.
Vieram então as recomendações para a alimentação: nestas duas semanas, papa de maçã ou pêra da Milupa, uma vez por dia, ao jantar, sempre à colher. A partir dos 4 meses e meio, duas refeições à colher. Ao almoço, sopa e fruta, ao jantar, papa. Leite nos intervalos. A partir dos 5 meses é suposto então fazer as refeições de como gente crescida: pequeno-almoço de leite, almoço, sopa e fruta, ao lanche leite, jantar com papa e ceia de leite.
Arrancámos ontem com as papas.
Escusado será dizer que fui directa ao supermercado comprar as papas todas que havia para comprar. E à noite, às 21h, depois de a Bolinha acordar de um sono profundo que resolveu fazer fora de horas, atacámos.
Sentada na cadeira, aqui vai disto... Medo, muito medo... Mas as primeiras colheres de para foram um sucesso! ficou muito atenta à colher e até empurrava com as mãos, eh, eh. Depois da 10ª colher de papa as seguintes foram para todo o lado! Ou seja, para as bochechas, para o babete, pelo nariz acima, felizmente não para cima dos pais! No balanço, foi um sucesso relativo. Hoje lá tentaremos outra vez!
domingo, 11 de abril de 2010
As primeiras mini-férias.

Foram as primeiras mini-férias algarvias. Depois do desafio para passar uns dias no Algarve ainda pensámos se levaríamos a Bolinha connosco ou não. Por um lado pesava na balança a logística de levar banheiras, carrinho, brincadeiras e afins, e a tentação de uns dias a dormir mais de 6 horas seguidas, por outro pesava a Bolinha. E não é por pesar quase 7 kilinhos, é por pesar com ela os sorrisos e o palrar, o cheiro a bebé e os olhos curiosos. E uns pés gordos que apetecia por ao sol! E valeu a pena. Valeu bem um dia inteiro a organizar a logística para não esquecer nada (o leite e os biberons das emergências, água fervida,o edredon, a banheira insuflável, as roupas e as roupas suplentes para as outras emergências, o carro, o plástico do carro, os cremes, remédios e a esponja dos banhos).
Uma coisa parecia certa. A viagem de carro não apresentava qualquer problema... Ou talvez não. Ao fim de uma hora no carro, começou o choro, totalmente imprevisivel, e só parou mesmo quando o carro estacionou. Parámos em bombas de gasolina e até no parque de estacionamento de um restaurante a meros 5 kms do aldeamento!... Não queria acreditar e temi o pior para aqueles dias... Mas foram infundados receios! A Bolinha adorou a mudança de ares! Sempre bem disposta, dormiu lindamente, grandes sestas à beira da piscina. Jantámos fora e dentro, e sempre este uma "companheirona". Foi óptimo para nós, que descansámos verdadeiramente, estivemos com uns amigos fantásticos e mudámos a rotina, e foi óptimo para a baby que, pela primeira vez, andou de pés descalços!
quinta-feira, 1 de abril de 2010
Ahahahaha!!
Os três meses feitos fazem mesmo a diferença... Noto tantas diferenças na Rosarinho! Muito mais atenta, segue-nos para todo o lado, "chama-nos" quando não estamos a olhar para ela e procura objectos no quarto e na sala assim que entra nas divisões, em especial, o famoso " cão lord" que canta o Singing in the rain.
Outra novidade são as birras. As primeiras são birras de sono. quando não quer estar ao colo, ou no ginásio, ou no ovo, ou de qualquer maneira e o choro começa pequenino, e aumenta, aumenta, aumenta até que não abre os olhos e fica com o corpo direito e braços esticados, se não é fome (algo muito comum com a Rosarinho), é sono! Então há que ser determinada. Colocá-la no ovo, mesmo que se estique toda, e actuar de imediato com a dupla chucha-e-fralda ao estilo Linus do Charlie Brown. Abanar vigorosamente o carrinho e esperar que em alguns segundos os olhos fechem. Era sono...
Mas já tem birras das outras. Das que mostram a personalidade. Mostram que se quer impor. O choro dobrado que só pára ao colo e de preferência a passear pela sala ou por qualquer outro lado, simplesmente porque sim!
Mas a outra face destas birras (que, na verdade, não são muitas...) também já apareceu... Nesta semana começou a gargalhar :)
Há alguns dias atrás, tinha ameaçado uma gargalhada em resposta a umas "macacadas" que eu ia fazendo. Imaginei que devia estar para breve, mas não pensei que logo no dia seguinte, mais "macacada", menos "macacada", à hora do banho, ouvisse um "rrrrahahahahah"! Resultado: chamei o pai, que veio a correr e ainda ouviu o segundo. As 24h seguintes passámos a representar rodo o tipo de especialidades para o riso, desde dançar o vira ao famoso "cu-cu" e... nada! Claro!... Puxa, que personalidade!...
Outra novidade são as birras. As primeiras são birras de sono. quando não quer estar ao colo, ou no ginásio, ou no ovo, ou de qualquer maneira e o choro começa pequenino, e aumenta, aumenta, aumenta até que não abre os olhos e fica com o corpo direito e braços esticados, se não é fome (algo muito comum com a Rosarinho), é sono! Então há que ser determinada. Colocá-la no ovo, mesmo que se estique toda, e actuar de imediato com a dupla chucha-e-fralda ao estilo Linus do Charlie Brown. Abanar vigorosamente o carrinho e esperar que em alguns segundos os olhos fechem. Era sono...
Mas já tem birras das outras. Das que mostram a personalidade. Mostram que se quer impor. O choro dobrado que só pára ao colo e de preferência a passear pela sala ou por qualquer outro lado, simplesmente porque sim!
Mas a outra face destas birras (que, na verdade, não são muitas...) também já apareceu... Nesta semana começou a gargalhar :)
Há alguns dias atrás, tinha ameaçado uma gargalhada em resposta a umas "macacadas" que eu ia fazendo. Imaginei que devia estar para breve, mas não pensei que logo no dia seguinte, mais "macacada", menos "macacada", à hora do banho, ouvisse um "rrrrahahahahah"! Resultado: chamei o pai, que veio a correr e ainda ouviu o segundo. As 24h seguintes passámos a representar rodo o tipo de especialidades para o riso, desde dançar o vira ao famoso "cu-cu" e... nada! Claro!... Puxa, que personalidade!...
sexta-feira, 26 de março de 2010
Coluna? Qual coluna?
6,735Kg! O peso ao dia de hoje, aos 3 meses e 5 dias (com roupa, é certo, tirem lá 200 gr. à conta)! há qualquer coisa que nos leva a dizê-lo com orgulho... Os bebés querem-se mesmo é assim, gordinhos! Rechonchudos, cheios de preguinhas e mãos e pernas fofas para morder e encher de mimos!
Embora estejamos na Vila, ontem tivemos que ir ficar a Lisboa. Para a Rosarinho não andar, mais uma vez, a saltitar entre o ribatejo e a capital, resolvemos que o melhor era ficar pela Vila. Na verdade, também foi para nós não andarmos outra vez com carrinhos e brinquedos e ginásios de um lado para o outro... Já somos um bocado aqueles pais das bóias insufladas que vão debaixo do braço e em cima da cabeça a caminho da praia. Com um bocado de sorte acrescenta-se a este cenário a lacheira azul da campigaz e a piscina, também insuflável, para a criança chapinhar em paz para tortura dos pais.
Mas já estou a divagar.
O resultado foi que a Rosarinho ficou e lá fomos nós para Lisboa.
Era de esperar que aproveitássemos para mil e uma coisas que ficam sempre por fazer, era de esperar que hoje me fosse enviar num qualquer centro comercial e fosse fazer as tão adiadas compras da "saison". Era de esperar que fosse ter com uma amiga. Que almoçasse numa esplanada. Ou que organizasse a casa e arrumasse roupas de inverno, ou decorasse as paredes com molduras. Que aproveitasse para descansar a coluna que já acusa os quase 7kg da Bolinha.
Não. Às 8h30 já o pé estava fora da cama. A casa ficou um caos pior do que quando de lá saí há 2 dias, e ainda não eram 10h já estava no carro a acelarar, directa e sem paragens, para a Vila!
Ai, que saudades...! Quero lá saber da coluna!...
Embora estejamos na Vila, ontem tivemos que ir ficar a Lisboa. Para a Rosarinho não andar, mais uma vez, a saltitar entre o ribatejo e a capital, resolvemos que o melhor era ficar pela Vila. Na verdade, também foi para nós não andarmos outra vez com carrinhos e brinquedos e ginásios de um lado para o outro... Já somos um bocado aqueles pais das bóias insufladas que vão debaixo do braço e em cima da cabeça a caminho da praia. Com um bocado de sorte acrescenta-se a este cenário a lacheira azul da campigaz e a piscina, também insuflável, para a criança chapinhar em paz para tortura dos pais.
Mas já estou a divagar.
O resultado foi que a Rosarinho ficou e lá fomos nós para Lisboa.
Era de esperar que aproveitássemos para mil e uma coisas que ficam sempre por fazer, era de esperar que hoje me fosse enviar num qualquer centro comercial e fosse fazer as tão adiadas compras da "saison". Era de esperar que fosse ter com uma amiga. Que almoçasse numa esplanada. Ou que organizasse a casa e arrumasse roupas de inverno, ou decorasse as paredes com molduras. Que aproveitasse para descansar a coluna que já acusa os quase 7kg da Bolinha.
Não. Às 8h30 já o pé estava fora da cama. A casa ficou um caos pior do que quando de lá saí há 2 dias, e ainda não eram 10h já estava no carro a acelarar, directa e sem paragens, para a Vila!
Ai, que saudades...! Quero lá saber da coluna!...
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
Rendida...
Hoje a Rosarinho estava no seu ginásio pessoal. Com tanto espernear, saltou, pela centésima vez, a botinha que tinha calçada. Deixei outra vez que estava a fazer e já a rir, porque sempre adoro ver aquela energia toda, fui calçar a dita botinha. Comecei a minha lenga-lenga do costume logo que me aproximei dela ("ó Bolinha, lá se foi a bota outra vez" e mais meia dúzia de disparates que se apreendem a dizer num àpice). Desmanchou-se num sorriso imenso quando me viu... já não saí do pé dela! :)
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
Vacinas. Medo, muito medo!...
Dia de vacinas. não são exacamente as primeiras vacinas da Bolinha, já que ainda no hospital, logo no primeiro dia teve a vacinação da BCG e hepatite B.
Mas essas não contaram. Eu ainda estava em estado de "choque" (do choque bom, claro! ou seja estava lá nas nuvens e nada me fazia impressão) e a Bolinha foi uma heroína, nem chorou.
Mas hoje lá a tivemos que levar para um verdadeiro cocktail molotov de vírus e afins... Duas picadas que a vacinaram para a DTPa, Hib, VIP, Td, VHB, Menc e HPV. Tradução? Difteria, Tétano, tosse convulsa, doenças causadas por Haemophilus Influenzae b e poliomielite. Porque ainda não é muito já se vacinou também contra o rotavírus! Isto é, simplificando, gastroentrites. Pelo menos esta foi oral, não foi preciso recorrer outra vez à malfadada seringa...
Claro que a Rosarinho foi na maior, munida de toda as vantagens da inocência, e a mim que me cabe a "adultice", fui receosa e estou apreensiva até agora. É um disparate, claro, mas é muito vírus num corpo tão pequenino...
A Rosarinho foi uma verdadeira puma (esta explico noutro post). Foi a dormir e voltou a dormir. Chorou, como é de direito, apenas quando levou as injecções, mas nada que um pouco de glicose na chucha não tenha resolvido com rapidez. Já eu nem olhei para as seringas. O pai olhou, puma também, e pelo que disse as ditas não eram assim tão pequenas.
Foram 20 minutos a aguardar que não houvesse um choque anafilático ou qualquer reacção alérgica e agora são dois/três dias a aguardar os efeitos secundários... Febre, irritabilidade, calor ou dor. Gelo para as pernas, onde levou as injecções e benurons para qualquer efeito.
Eu é que estou aqui a mariquinhas, eu sei... Bolinha, ainda bem que ainda não percebes, que vergonha...
Mas essas não contaram. Eu ainda estava em estado de "choque" (do choque bom, claro! ou seja estava lá nas nuvens e nada me fazia impressão) e a Bolinha foi uma heroína, nem chorou.
Mas hoje lá a tivemos que levar para um verdadeiro cocktail molotov de vírus e afins... Duas picadas que a vacinaram para a DTPa, Hib, VIP, Td, VHB, Menc e HPV. Tradução? Difteria, Tétano, tosse convulsa, doenças causadas por Haemophilus Influenzae b e poliomielite. Porque ainda não é muito já se vacinou também contra o rotavírus! Isto é, simplificando, gastroentrites. Pelo menos esta foi oral, não foi preciso recorrer outra vez à malfadada seringa...
Claro que a Rosarinho foi na maior, munida de toda as vantagens da inocência, e a mim que me cabe a "adultice", fui receosa e estou apreensiva até agora. É um disparate, claro, mas é muito vírus num corpo tão pequenino...
A Rosarinho foi uma verdadeira puma (esta explico noutro post). Foi a dormir e voltou a dormir. Chorou, como é de direito, apenas quando levou as injecções, mas nada que um pouco de glicose na chucha não tenha resolvido com rapidez. Já eu nem olhei para as seringas. O pai olhou, puma também, e pelo que disse as ditas não eram assim tão pequenas.
Foram 20 minutos a aguardar que não houvesse um choque anafilático ou qualquer reacção alérgica e agora são dois/três dias a aguardar os efeitos secundários... Febre, irritabilidade, calor ou dor. Gelo para as pernas, onde levou as injecções e benurons para qualquer efeito.
Eu é que estou aqui a mariquinhas, eu sei... Bolinha, ainda bem que ainda não percebes, que vergonha...
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
Não foi nem de propósito que hoje estivemos a rever as filmagens da Bolinha desde que ela nasceu... E que hoje percebi verdadeiramente o que se passa com um recém-nascido. Não é só o ser pequeno e frágil, e dependente de nós. O que os torna diferentes, e a nós, é o facto de nascerem assustados. não é bonito, mas é verdade... Tudo é novo, e diferente. De um meio líquido, passam para um ambiente gasoso, da quase ausência de som, para uma cacafonia, da luz ténue, para a agressividade dos candeeiros e néons que proliferam logo no hospital, da temperatura ideal, para o frio e para o calor. E é aqui que o instinto age, porque eles nada percebem, e, então, logo procuram o único som que conhecem, o bater do coração da mãe, e se enroscam no nosso peito, sobre o lado esquerdo, com o ouvido encostado. E choram porque é a única maneira que têm de tentar comunicar connosco.
E é tão bom estar lá nesse momento e dar aquilo que eles mais precisam, colo e muito mimo... Alimentados e aconchegados é o mimo que os aquece, que os acalma.
Hoje soube de uma história que me chocou... Uma gravidez escondida até ao fim do tempo. Um bebé que nasceu numa casa de banho. Uma mão divina que fez aparecer alguém antes que o pior acontecesse. Mas uma mãe que rejeita o filho... Que diz que não o quer. E eu penso que naquele bebé, sozinho, assustado, e que não encontra naquele colo o conforto que tanto precisa.
O pior é que esta não é uma história longínqua... é uma história real e próxima...
E é tão bom estar lá nesse momento e dar aquilo que eles mais precisam, colo e muito mimo... Alimentados e aconchegados é o mimo que os aquece, que os acalma.
Hoje soube de uma história que me chocou... Uma gravidez escondida até ao fim do tempo. Um bebé que nasceu numa casa de banho. Uma mão divina que fez aparecer alguém antes que o pior acontecesse. Mas uma mãe que rejeita o filho... Que diz que não o quer. E eu penso que naquele bebé, sozinho, assustado, e que não encontra naquele colo o conforto que tanto precisa.
O pior é que esta não é uma história longínqua... é uma história real e próxima...
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
Dodots "talla" 2
Foi anteontem que tive que me render às evidências. Num misto de nostalgia e orgulho abdiquei das fraldas "talla"1 de recém-nascisdo e passei ao pacote "talla"2. Fraldas maiores em que até o desenho do elefante na frente da fralda tem um aspecto mais crescido... Fazer o quê? A minha bebé já não é um recém-nascido!
Estava ainda em fase de negação que, diga-se, começou logo na 3a semana quando os primeiros babygrows tiveram que ser colocados, lavados e bem dobrados, com aquele cheirinho a bebé, numa arca branca, de palhinha, à espera de uma outra opotunidade para serem usados.
Desde então tem sido um acumular de bodys, calcinhas, pijamas e afins, todos muito rosa suave, beje, brancos e mimosos, na respectiva arca.
A Rosarinho já encaixa na banheira, toda ergonómica e tal.
A Rosarinho, ontem, já deixou as inúmeras variantes do som "ahhh" e olhou para mim e "disse" muito convicta: "pu"!
Foi logo nas primeiras duas semanas de vida que muitos me diziam para aproveitar bem, que esta fase passa tão rápido e que cedo chegam as saudades.
Achei então que compreendia mas percebo agora que não apreendi todo o alcance do que me parecia, de algum modo, "clichés", sentidos e bem intencionados, mas clichés.
Achei que essa sensação demorava mais a aparecer, que os bebés se mantêem durante muito tempo bebés.
Mas percebo agora que, ao mês e 22 dias, já algumas fases passaram. E aquela fragilidade total dos primeiros dias, aquele desconhecimento e choque com o mundo que um recém-nascido traz, já ficou um pouco lá atrás no tempo recente.
O primeiro mês foi uma época algo nebulosa, sinto que passei a maior parte do tempo de olhos semi-cerrados. Tanto metaforicamente, porque a inexperiência era total e tudo fiz apoiada no instinto, a que alguns chamam bom-senso, como literalmente, os olhos fechados de sono e-barra-ou, de choro.
Acho que por isso lamento passar à "talla 2"... O que lamento verdadeiramente, este pózinho de nostalgia que fica por trás do imenso orgulho reside apenas e tão-só num querer impossível de voltar o tempo um pouco atrás e revivê-lo com um pouco mais da calma adquirida...
Estava ainda em fase de negação que, diga-se, começou logo na 3a semana quando os primeiros babygrows tiveram que ser colocados, lavados e bem dobrados, com aquele cheirinho a bebé, numa arca branca, de palhinha, à espera de uma outra opotunidade para serem usados.
Desde então tem sido um acumular de bodys, calcinhas, pijamas e afins, todos muito rosa suave, beje, brancos e mimosos, na respectiva arca.
A Rosarinho já encaixa na banheira, toda ergonómica e tal.
A Rosarinho, ontem, já deixou as inúmeras variantes do som "ahhh" e olhou para mim e "disse" muito convicta: "pu"!
Foi logo nas primeiras duas semanas de vida que muitos me diziam para aproveitar bem, que esta fase passa tão rápido e que cedo chegam as saudades.
Achei então que compreendia mas percebo agora que não apreendi todo o alcance do que me parecia, de algum modo, "clichés", sentidos e bem intencionados, mas clichés.
Achei que essa sensação demorava mais a aparecer, que os bebés se mantêem durante muito tempo bebés.
Mas percebo agora que, ao mês e 22 dias, já algumas fases passaram. E aquela fragilidade total dos primeiros dias, aquele desconhecimento e choque com o mundo que um recém-nascido traz, já ficou um pouco lá atrás no tempo recente.
O primeiro mês foi uma época algo nebulosa, sinto que passei a maior parte do tempo de olhos semi-cerrados. Tanto metaforicamente, porque a inexperiência era total e tudo fiz apoiada no instinto, a que alguns chamam bom-senso, como literalmente, os olhos fechados de sono e-barra-ou, de choro.
Acho que por isso lamento passar à "talla 2"... O que lamento verdadeiramente, este pózinho de nostalgia que fica por trás do imenso orgulho reside apenas e tão-só num querer impossível de voltar o tempo um pouco atrás e revivê-lo com um pouco mais da calma adquirida...
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
A Ervilha Rosarinho
Já aqui "anda" a ervilha Rosarinho. Um mês e doze dias depois. Por vezes ainda não parece real, mas este sentimento transbordante tem agora rosto. Um rosto redondo, bolachudo, uma Bolinha! :) Porque cada dia é memorável e a memória tantas vezes nos trai, resolvi pegar neste blog, que não chegou a ser um diário de barriga, e fazer dele um caminhar mais atento da minha Bolinha.
Perdoem os que o lêem a falta de originalidade do intuito deste blog, que não se irá, certamente, afastar de outros tantos que são arcas de desabafos maternos. Mas esta será a minha arca, a arca da minha Bolinha, onde posso já guardar tantas memórias como roupinhas que ela já "pos a um canto". Para mim, já não tem igual...
Perdoem os que o lêem a falta de originalidade do intuito deste blog, que não se irá, certamente, afastar de outros tantos que são arcas de desabafos maternos. Mas esta será a minha arca, a arca da minha Bolinha, onde posso já guardar tantas memórias como roupinhas que ela já "pos a um canto". Para mim, já não tem igual...
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