A Rosarinho anda a ensaiar os primeiros passos. Ou pelo menos assim acham os pais e avós, personagens nada suspeitos nesta história...
Desde há uma semana que a Bolinha aproveita o facto de estar em pé, coisa que é frequente pois isto de estar sentada tem cada vez menos piada, para ensaiar uns passos. Pernoca para a frente, pernoca para trás, pézito no chão e tal. Mas há uns dias, no terreno, a mecânica já era outra. Apoiada pelos braços, a brincadeira deixou de ser nossa e o impulso foi todo dela. E foram cinco ou seis passos, muito bem dados, de pé assente no chão!
Está feito, agora não se faz outra coisa se não por a rapariga no chão!...
Algo me diz que ainda nos vamos arrepender... :)
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
Passos?? Rosarinho, ainda só tens 8 meses!...
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segunda-feira, 6 de setembro de 2010
Método Estivil? É... cá em casa é mais ou menos isso...
Há uns tempos comecei a ler sobre o método Estivil, tão em voga agora. Descobri-o por acaso num site que não esqueço. Recordei que já tinha ouvido falar mas deixar "chorar até adormecer", e chamar-lhe um método, pareceu-me violento. Depois de ler no site é que dei o benefício da dúvida. Vindo de uns pais que sei amorosos e depois de muuuito tempo sem dormirem ouvir a palavra "milagre" chamou-me a atenção...
Sempre evitei. A nossa Bolinha dorme cerca de 6h/7h seguidas desde o mês e meio de idade e adormecer, ainda que, na altura, a horas tardias, não era uma dificuldade das maiores. resultava sempre com uns abanicos de carrinho, que evoluíram para uns oitos, às vezes uns abanões, mas em regra, 10 minutos, 15 minutos, a Bolinha dormia.
Agora está mais crescida. Agora tem birrinha de sono. Agora a birra já é maior.
Mas agora os pais têm mais resistência.
Para impedir que as birras crescessem ao ponto dos tais relatos de "1h para dormir" e, confesso, depois de ouvir que praticamente TODA a gente, a certa altura, os ensina a dormir, mesmo sem comprar livro e sem mais informação que uns sítios na internet, resolvemos tentar o método.
Há 5 dias avancei, com o aval do pai e a promessa de que me segurava, e passei do ram-ram no carrinho para o ram-ram na cama. O ram-ram cresceu. Virou choro. Virou soluço e a bolinha virou na cama. Virou várias vezes. Várias vezes fui por a chucha, dar só um aconchego. não sei se nos tempos certos que o método ensina... Acho que demorou uns 20 minutos a adormecer e uma eternidade para fazer desaparecer o peso na minha consciência... Na 2ª noite sentei-me à porta do quarto. Se é verdade de me pareceu a espera mais longa, o pai cronometrou 15 minutos (e o pai segurou-me, na última, quando estive para ir lá sem resistir ao último choro).
Hoje lá estávamos no ram-ram. E um excitex que não se aguentava, pernas no ar, braços no ar, chucha no ar. Cama! Vou escrever o teu blog!
"And i am glad to announce" que no espaço em que escrevo este texto já a bolinha dorme há tempos! :))
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
Regresso de férias
Já é Setembro, já as nossas férias acabaram há duas semanas mas ainda estou com a sensação de regresso.
Faz tempo que aqui não venho e sempre acontece que quanto mais tempo passa mais demoro a regressar. Começo a acumular coisas para contar, para registar e perco o fio à meada...
Esqueço que este blog não é um diário, nem tão pouco uma obrigação. É apenas um local que, por virtual que seja, pretende apenas ser um baú de memórias e estórias para lembrar e para quem gostar.
Por isso, talvez venha a contar o que nestes tempos se passou connosco. Provavelmente, sem qualquer ordem cronológica. Talvez não conte tudo, nem tão pouco o mais interessante ou importante. Seguirá ao sabor da escrita...
terça-feira, 13 de julho de 2010
Wonder-woman...
Há uma altura do dia em que queria ter super-poderes.
É à noite, no fim do último biberon da Rosarinho. Estou com ela nos nos braços e o quarto envolto numa penumbra apenas quebrada por uma suave luz de presença, que alonga as formas dos bonecos e da mobília. Há o silêncio e o sono é profundo... Então, queria nunca ter sono, e cansaço, e ficar ali toda a noite, naquele sofá, com a minha Bolinha a dormir naquilo que se chama o regaço...
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segunda-feira, 12 de julho de 2010
Que grande 31...
10 de Julho, 31 anos. Os meus.
Sempre gostei dos aniversários. Na verdade, depois de passada a infância e chegada àquela fase nebulosa e agridoce da adolescência, em geral gostava mais dos aniversários dos outros do que dos meus. Ou pelo menos eu achava que sim.. Que o meus anos eram um depósito de ilusões ou de expectativas de diversão que, em regra, dado o tamanho das ditas, não se concretizavam, era certo. E isso estragava qualquer dia...
Com a idade (expressão que agora já me permito usar, passados os orgulhosos trinta) passou apenas a ser um dia gostoso! O gosto de ser mimada, o gosto de receber as chamadas de amigos com quem não se tem tido a oportunidade de falar, o gosto de estar com a família, o gosto de ter o pretexto de juntar os amigos de sempre.
Obviedades à parte, este ano, claro que o gosto foi especial! Com a Rosarinho, este ano, senti-me ainda mais nos meus pés. Senti os meus anos como se fossem os dela. Senti-me cheia de presentes!... Verdade-verdadinha, encheram-me mesmo de presentes. O maridão (ou esposo, ou "o meu homem", como se prefira!...) foi o meu galanteador e encheu-me literalmente de presentes, daqueles que toda a mulher adora. A minha baby-bolinha-Rosarinho, ofereceu o terceiro dente, que surgiu destemido a querer romper a uma gengiva teimosa. Obrigada, gorda!!
Sempre gostei dos aniversários. Na verdade, depois de passada a infância e chegada àquela fase nebulosa e agridoce da adolescência, em geral gostava mais dos aniversários dos outros do que dos meus. Ou pelo menos eu achava que sim.. Que o meus anos eram um depósito de ilusões ou de expectativas de diversão que, em regra, dado o tamanho das ditas, não se concretizavam, era certo. E isso estragava qualquer dia...
Com a idade (expressão que agora já me permito usar, passados os orgulhosos trinta) passou apenas a ser um dia gostoso! O gosto de ser mimada, o gosto de receber as chamadas de amigos com quem não se tem tido a oportunidade de falar, o gosto de estar com a família, o gosto de ter o pretexto de juntar os amigos de sempre.
Obviedades à parte, este ano, claro que o gosto foi especial! Com a Rosarinho, este ano, senti-me ainda mais nos meus pés. Senti os meus anos como se fossem os dela. Senti-me cheia de presentes!... Verdade-verdadinha, encheram-me mesmo de presentes. O maridão (ou esposo, ou "o meu homem", como se prefira!...) foi o meu galanteador e encheu-me literalmente de presentes, daqueles que toda a mulher adora. A minha baby-bolinha-Rosarinho, ofereceu o terceiro dente, que surgiu destemido a querer romper a uma gengiva teimosa. Obrigada, gorda!!
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quarta-feira, 7 de julho de 2010
Primeiras coisas...
Primeiro ano, primeiro tudo...
Os dias correm e enchem-se agora de tudo o que é novo.
Os dias correm e enchem-se agora de tudo o que é novo.
Novo para a Bolinha que vive num mundo de descobertas. Os olhos brilham, os braços esticam e as mãozinhas abrem e fecham para tudo o que entra no campo visual. O que não entra pelos olhos, mas atende aos ouvidos, é um outro fascínio. Procura a origem do som, os olhos espantam-se e sorri ao de leve a perscrutar o que a rodeia. Atenta à televisão, o canal panda já origina preferências mas não há como um jogo de futebol para prender a atenção!... Arranha tudo onde pode tocar, toca em tudo o que alcança e quando não alcança algo bate como punho fechado na superfície mais próxima com um ar zangado.
Bate com os pés... Bate os pés constantemente e não há maior sinal de contentamento ou excitação por algo ou alguém!
Bate com os pés quando anda rua e todo o carrinho abana! Quando o almoço lhe está a saber mesmo bem, também! Mas neste capítulo as preferências vão para o iogurte do lanche...
Mas tudo isto já não são "primeiros-nada". Tudo isto são o dia-a-dia desta bebé fantástica!
Primeiros-primeiros foram os braços esticados que anteontem imploraram colo no meio da primeira doença, atravessando a primeira febre. A ternura naquele olhar, o pedido de carinho, o desconhecimento daquele desconforto não se descreve. Sente-se e vive-se, pega-se no colo e embala-se, canta-se uma canção que ela ainda não percebe, mas reconhece... Reza-se para que passe depressa ou que nos doa a nós, fica-se em vigília pela noite fora, só para trazer algum alívio, com um carinho, com uma chucha, com qualquer coisa...
Não se esquece a primeira vez que o coração fica mais pequenino? Mentira. Não se esquece nenhuma vez que o coração fica mais pequenino...
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terça-feira, 29 de junho de 2010
6 meses! Meio ano!
6 meses ou meio ano, para quem quiser dar mais ênfase ao tempo que passa. Prefiro seis meses, parece mais leve!...
A minha bebé está uma bebézoca! Quero com isto dizer que está grande, mais direita, mais expressiva, mais exigente, mais sorridente, mais dorminhoca (felizmente! - sempre ameniza o meu trauma da privação de sono) e tudo muito mais.
Mas neste caso em particular e contra as regras da aritmética, mais com mais dá menos. Está menos bebé.
Mas muuiito mais doce :)))
A minha bebé está uma bebézoca! Quero com isto dizer que está grande, mais direita, mais expressiva, mais exigente, mais sorridente, mais dorminhoca (felizmente! - sempre ameniza o meu trauma da privação de sono) e tudo muito mais.
Mas neste caso em particular e contra as regras da aritmética, mais com mais dá menos. Está menos bebé.
Mas muuiito mais doce :)))
terça-feira, 8 de junho de 2010
Noites a dormir... pouco...
É verdade que me tem custado as noites assim... Desde a véspera do meu regresso ao trabalho que passámos daquele registo certinho das 6 horas seguidas, desde a meia noite até às 6h da manhã, para o registo incerto de acordar variadíssimas vezes durante a noite. Às 4h, não se sabe porquê, às 5h porque tem sede, 5h30 porque a chucha até já vinha a calhar, às 6h porque já tem fome, às 7h30 porque se virou completamente no berço!
Mas, não se compreenda mal!... Se é verdade que bem me apetecia voltar a dormir 6 horas de seguida (muito!), não têm tido estas noites o efeito de me por a reclamar, com ela ou com o mundo em geral, ou sequer de me por a dormir durante o dia. Só não me deixam dormir à noite!
Esta noite. 4h30 da manhã. Depois da água das 4h e da chucha às 3h, ouvia-se de novo movimentações no berço... Levantei-me em automático, já com o biberon da água na mão outra vez e vejo uns pés para cima, as mãos a agarrar os ditos, balanço, balanço e ops, virou para o lado! Um gritinho e um sorriso escancarado! A malandra da Bolinha estava simplesmente entretida, a brincar aos rebolões!... "Rosarinho, já para a cama!" :)) Daqui a uns anos talvez resulte!...
Mas, não se compreenda mal!... Se é verdade que bem me apetecia voltar a dormir 6 horas de seguida (muito!), não têm tido estas noites o efeito de me por a reclamar, com ela ou com o mundo em geral, ou sequer de me por a dormir durante o dia. Só não me deixam dormir à noite!
Esta noite. 4h30 da manhã. Depois da água das 4h e da chucha às 3h, ouvia-se de novo movimentações no berço... Levantei-me em automático, já com o biberon da água na mão outra vez e vejo uns pés para cima, as mãos a agarrar os ditos, balanço, balanço e ops, virou para o lado! Um gritinho e um sorriso escancarado! A malandra da Bolinha estava simplesmente entretida, a brincar aos rebolões!... "Rosarinho, já para a cama!" :)) Daqui a uns anos talvez resulte!...
sábado, 29 de maio de 2010
5 meses
5 meses e um novo ciclo.
Terminou a minha licença e não, não estava cheia de vontade de voltar a trabalhar... Não, não sinto que vou para o trabalho descansar. Não, não me sabe bem. Na verdade o "status quo" adquirido estava perfeito. Sentia-me em perfeita consonância com a Bolinha, uma verdadeira delícia para acompanhar todos os dias, levar para todo o lado e rir, rir. Com ela. O que me custa e o que me puxa a lagrimazita é a imposição de um fim de ciclo. Não sei se alguma vez mais voltarei a ter a mesma disponibilidade para ela e para tudo o que precisa. Saber que se "esta lá" é tão bom... Agora o meu trabalho é garantir quem "lá" esteja.
Sair de casa a correr e voltar para casa a correr. Saber as novidades por telefone. Ainda que eu seja privilegiada, tenha um horário mais ou menos flexível e para já possa deixar a Bolinha com a minha mãe, bla, bla, bla, e "tens muita sorte"... O fim de ciclo custa! Realidade. Apercebo-me de como tudo passou tão rápido e tenho medo de me esquecer de coisas, de como ela dormia de mãos para cima e fechadas, junto à cara, quando ainda não tinha um mês. De como chucha a dormir e me faz rir. Da primeira careta à papa. De como lutámos (e vencemos) com a amamentação. Da mão pequena, maciiiiiiaaa, que fazia festinhas no meu peito. Do dente que apareceu aos 4 meses e meio. Do medo de sair à rua não fosse desatar num pranto... Da primeira gargalhada quando me viu aparecer por trás dos óculos escuros. Tenho medo até de esquecer daquele tamanho pequenino que se enrolava no nosso ombro nos primeiros dias e só aí dormia. E nós não nos mexíamos... durante horas...
Terminou a minha licença e não, não estava cheia de vontade de voltar a trabalhar... Não, não sinto que vou para o trabalho descansar. Não, não me sabe bem. Na verdade o "status quo" adquirido estava perfeito. Sentia-me em perfeita consonância com a Bolinha, uma verdadeira delícia para acompanhar todos os dias, levar para todo o lado e rir, rir. Com ela. O que me custa e o que me puxa a lagrimazita é a imposição de um fim de ciclo. Não sei se alguma vez mais voltarei a ter a mesma disponibilidade para ela e para tudo o que precisa. Saber que se "esta lá" é tão bom... Agora o meu trabalho é garantir quem "lá" esteja.
Sair de casa a correr e voltar para casa a correr. Saber as novidades por telefone. Ainda que eu seja privilegiada, tenha um horário mais ou menos flexível e para já possa deixar a Bolinha com a minha mãe, bla, bla, bla, e "tens muita sorte"... O fim de ciclo custa! Realidade. Apercebo-me de como tudo passou tão rápido e tenho medo de me esquecer de coisas, de como ela dormia de mãos para cima e fechadas, junto à cara, quando ainda não tinha um mês. De como chucha a dormir e me faz rir. Da primeira careta à papa. De como lutámos (e vencemos) com a amamentação. Da mão pequena, maciiiiiiaaa, que fazia festinhas no meu peito. Do dente que apareceu aos 4 meses e meio. Do medo de sair à rua não fosse desatar num pranto... Da primeira gargalhada quando me viu aparecer por trás dos óculos escuros. Tenho medo até de esquecer daquele tamanho pequenino que se enrolava no nosso ombro nos primeiros dias e só aí dormia. E nós não nos mexíamos... durante horas...
quinta-feira, 20 de maio de 2010
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