quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Episódios de Férias #1 - A piscina

Férias são férias, e durante três semanas nem no computador toquei. Três semanas em família, em que estivemos sempre os três juntos são um privilégio nestes dias em que é cada vez mais difícil conciliar a vida e a dinâmica de todos.


Por outro lado sabe bem regressar à rotina. Gosto do Setembro como um início de ano, talvez uma reminiscência dos anos lectivos que marcavam mesmo uma transição. Sabe-me bem encontrar de novo a nossa casa, reajustá-la a nós, fazer uns ajustes de decoração ou funcionalidades que há tempo andam para ser feitos.


Mas na memória andam ainda as férias, e há sempre episódios novos quando se passa tanto tempo, todo o tempo, com uma criança pequena.


O primeiro episódio a destacar é óbvio tal foi a paixão: a piscina!


Acho que podemos dizer que das três semanas, duas foram dentro de água! Equipada com duas braçadeiras cor-de-rosa estar dentro da piscina era um verdadeiro vício. Das dez da manhã às cinco da tarde, com intervalo para almoço e sesta, a rotina era por o fato de banho, as braçadeiras, pegar no balde e todas as formas e pás que lhe pertencem e... zás, dentro de água. Sair, só quando já tremia ou os dedos começavam a ficar (demasiado) enrugados. Dez minutos fora de água, embrulhada na toalha a aquecer ao sol e recomeçávamos a rotina!


E soube sempre tão bem vê-a na piscina, com água pelo peito, a andar de uma ponta à outra e com os baldes e afins a fazer papa para os bonecos!


A segunda piscina das férias já tinha mais profundidade. Na verdade a água dava quase pelo queixo... A melhor solução que descobriu foi ficar nos degraus que eram na verdade bem largos e para as brincadeiras chegavam bem. De novo as braçadeiras, os brinquedos, a havaiana no pé para não escorregar.


Uma tarde tivemos uns amigos connosco, com dois filhos, de dez e três anos. A piscina dos pequenos foi o palco das brincadeiras, claro, e foi engraçado ver como tantas vezes a motivação se faz pelo exemplo: a filha desses amigos, com três anos, tem já um outro à-vontade dentro de água e estava "como peixe". A Rosarinho adorou vê-la de um lado para o outro e aos poucos andava já como ela pela piscina. Percebeu que conseguia andar também dentro de água e alguns pirolitos não lhe tiraram a coragem...


Mas a paixão chegou a seguir quando descobriu a piscina "dos grandes". A Rosarinho sempre se mostrou muito observadora e adora ficar a ver o que os outros fazem. Descobrir uma piscina maior, com mais crianças, mais crescidas, com brinquedos novos foi todo um mundo novo. Depois disso bem a tentámos manter na piscina pequena, mas, depois do primeiro mergulho, pelo seu pé, saía, atravessava a relva, dizia-nos adeus e de rabo alçado, rabo de fraldas num fato-de-banho de favos, seguia para a outra piscina, descendo os degraus como se nada fosse! Ficava a ver as brincadeiras de outros míudos, queria sempre ir atrás das bolas, altura que o nosso colo era um óptimo meio de transporte para onde já não tinha pé. Dizia "qué!" e apontava com o dedo para todos os brinquedos.


Mas é uma criança muito doce. Saía da piscina sempre que era preciso, vinha para casa ou trocava os fatos-de-banho sem problemas. Aprendeu logo à primeira explicação que não se entrava na água sem as bóias e sentava-se calmamente na toalha dela à espera que as colocássemos. Brincou connosco na relva e comeu bolachas e uvas (muitas uvas) à beira da piscina. Caía de sono no fim do dia.


Já estou com saudades!...

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Qué ito?

Os dias passam cheios destas pequenas frases: qué ito? qué ête? qué ito? qué ête?... Para já chegam-lhe as nossas respostas. Um cavalo. A mesa. O pátio. A porta. Um copo. Mas pelo exemplo, nem quero imaginar a idade dos porquês!...

segunda-feira, 18 de julho de 2011

"Ao menino e ao borracho, Deus põe a mão por baixo"

Acho que ainda estou a abanar do susto de ontem... Coisa parva, ou talvez não, que me deixou com os nervos à flor da pele.

A coisa parva é simples: um candeeiro de pé, daqueles que não tem mal nenhum, levezinho com uma lâmpada pequena, tipo escritório fashion e minimal. A minha pintaínha resolve abanar o dito candeeiro, mas até com uma força pouca, que nem lhe testou a resistência. E eu, que até me acho precavida, tiro a pequena do pé do candeeiro, entre o início de choro e lágrimas de quem acaba com a brincadeira, e nisto, no exacto momento, cai mesmo ao lado do pé dela, o vidro que protege (protege?) a lâmpada.
Assustei-me com a idéia de um vidro lhe cair, assim do nada, em cima, mas quando fui pegar nele é que me assustei a sério. Fervia! Mas fervia à séria, que até ficou colado ao chão...

Fui pô-la na cama, acabando com a birrinha gerada no entretanto e quando me sentei no sofá, fiquei em choque, a tremer, de pensar como uma coisa parva, que surge sem pré-aviso, podia transformar as nossas vidas se lhe tivesse mesmo caído mesmo em cima!... O incontrolável, imponderável, dá cabo de mim!
Mas a primeira coisa que pensei mesmo foi que um anjo da guarda me fez tirá-la dali naquele exacto segundo... E sinto que lhe devo a vida...

segunda-feira, 4 de julho de 2011

"Pai?"

É notório que as palavras começam a ser úteis cá por casa.


O ritual de dormir cá em casa não é, em regra, nada difícil e é recheado de mimo. Depois do banho e do jantar, há um pouco de brincadeira connosco, mas o tempo passa rápido e o sono chega cedo, e por volta das 20h30, 21h, é a Rosarinho que começa a dar sinal de que são horas de ir para a cama. Ou uma birrinha se começa a fazer notar, ou é mesmo a Bolinha que põe a chucha na boca e nos diz adeus, puxa pela nossa mão e caminha para o quarto.


Vamos então os três para o quarto, fecham-se os estores, diz-se adeus ao gato preto que está sempre nas traseiras, uma musica que vamos cantarolando e a luz quebrada do candeeiro do quarto. Um beijo à Mãe, um beijo ao Pai, abraços pequeninos, e deitamo-la na cama, com a fraldinha junto à cara e um peluche a acompanhar. Pouco demora para um sono profundo.


Hoje, o Pai não estava à hora de dormir. Às 20h30 a Rosarinho quis ir para a cama e lá fomos as duas de mão dada para o quarto. Mas a meio caminho: "Pai?,....Pai?" E foi um misto no meu coração, de orgulho e pena por o Pai não estar... Acho que nem lhe conto, antes de chegar!...

Mãe e Pai

Hoje. 7h da manhã. Sono profundo cá em casa. E de repente: "Mamããããã!" Ai, o que eu pulei de contente! :)

E eu lá quis saber se era Mãe ou Mamã! Era comigo, era chamar-me e eu adorei!

domingo, 3 de julho de 2011

A flor e a alga

Esta semana foi a festa de final de ano do infantário da Rosarinho. Lá fomos, dois pais e a avó M.



O auditório onde foi o espectáculo estava sem ar condicionado num dos dias de grande calor do ano, cheio de pais, mães, avós e afins, babados para ver os pequenos artistas. Na terceira ou quarta peça lá vejo ao canto do palco uma peque,na flor com uma enorme coroa de pétalas cor de rosa brilhantes na cabeça, sentada entre mais duas flores. Olhava para todos as outras crianças no palco que cantavam e tentavam dançar ao mesmo ritmo com um ar desconfiado e curioso. No fim, lá lhes bateu palmas...


A alga foi num outro quadro. O tema era o mar e as educadoras agitavam duas largas e compridas faixas de um tecido ou papel azul e brilhante, simulando ondas, e os pequenos ficavam de baixo destas, vestidos de vida marinha, peixes variados e, claro, algas. A nossa alga cor de laranja resolveu que estava melhor de costas para o palco a ver o que os outros faziam. De pé, meia de costas para nós, continuava com ar de quem acha que todos endoideceram... Mas, enfim, quando todos de repente se deitaram o chão a fingir dormir, a educadora dá um toque discreto à Rosarinho que se mantinha de pé, e, muito compenetrada, deitou-se rapidamente, sossegada, fingindo dormir. Quando todos se levantaram, levantou-se e seguiu os outros, mostrando a lição bem estudada!

Não há dúvida, esta segunda actuação da Rosarinho, demonstra já as grandes qualidades artísticas que aí vêm! Pai, mãe e uma avó, como testemunhas insuspeitas!

Dicionário precisa-se...

Ao sábado, dorme o pai até mais tarde. Ao domingo, é o dia da desforra de mãe, e durmo eu até mais tarde. Encontrámos este esquema já há bastante tempo, pois a Rosarinho, ao sábado, domingo ou segunda, acorda invariavelmente à mesma hora, geralmente entre as 7h e as7h30. Assim, garantimos sempre um ao outro um dia de maior descanso.


Mas é normal que ao domingo a Rosarinho lembrar-se de me ir acordar batendo à porta do nosso quarto. Bate na porta e chama num meio choro. Acabo por me levantar e o dia prossegue.


Hoje foi fazê-lo também. E chamava do outro lado: "Pokiiii? Pokiiiiiiii? Poki?! Pokiiiiii?"


Poki? Depois de uma semana inteira a treinar "mamã"? Está certo.


Nisto das plavras manda ela! É justo!

terça-feira, 21 de junho de 2011

18 meses!

São dezoito meses! Um ano e meio! Que crescida, Rosarinho...




E vemos dia a dia esse crescimento. Está mesmo a ficar mais "menina", vai ficando pelo caminho o bebé, a bolinha. Fisicamente, notamos quase todas as semanas porque cada vez protegemos mais a cabeça de andar a dar pancadas em mesas, bancadas e afins onde ainda há pouco não chegava... Por outro lado as mazelas são menores, cai menos, anda com imensa desenvoltura, corre por toda a casa, jardim ou passeio livre. Dança, "canta" e ri.




Ri muito! Gargalha e está sempre bem disposta! Raramente temos uma birra. Um choro, um querer mais veemente rapidamente é ultrapassado com uma outra distracção. Acho mesmo que não gosta de se zangar! Quando há uma birra, acabamos, nós pais, a rir, porque, dada a raridade, vê-la vermelha, sem respirar, a lágrima a começar a rolar, chega a ser cómico...


E ri connosco, ri dos desenhos animados, ri porque ouve rir.




Grita pelo "cá-cá", que é, de longe, há tempo, o animal preferido, sempre que os vê nos livros, na televisão ou num qualquer cartaz na rua.




Senta-se no penico, a quem já chama pitó, mas só para batermos palminhas. Qualquer outra ocorrência é mera coincidência :)




Não diz mãe nem pai, mas fica no infantário ao colo da educadora e diz-nos adeus à janela. Faz um "ah!" de alegria e surpresa quando a vamos buscar no fim do dia.




Adora os gelados que comemos aos fins de tarde na esplanada e prefere os de fruta. Come com a sua própria colher, mas oferece-nos sempre um bocadinho.




Dorme bem, come bem, e descobriu que cadeira da papa também é óptima para ficar sentada a fazer rabiscos num papel...




Chora cada vez que as avós vão embora, porque não quer largar ninguém... Dá beijos e abraços apertadinhos, tira os sapatos todos dos pés e quer calçá-los todos ao mesmo tempo. Mas já tem as suas preferências... Rouba as minhas malas, pulseiras e lenços e passeia-se, vaidosa, rodando os ombros em frente ao espelho. Tira as chaves ao pai e quer abrir as portas todas.




Diz adeus para ir dormir, aponta com o dedo para cima, como quando o quarto dela era no primeiro andar, e, ao deitá-la, roda sobre si própria, fica de rabiosque espetado a dormir como um coelhinho...




É esta a "menina" que a Bolinha é aos dezoito meses! Só resta mesmo dizer, a rebentar de orgulho: Parabéns, filha!


terça-feira, 14 de junho de 2011

Eu gosto é do Verão...

Com o Verão tudo melhora. Começa por melhorar o tempo, o que melhora a boa dispsição. Melhoram as roupas, melhora o ar esbranquiçado de inverno cinzento. E se isto é certo, certo é que com crianças melhora ainda mais!


Os fins de tarde são agora ideais para um passeio de carrinho, para um gelado na Conchanata e uma comprinha de última hora para o jantar que pode esperar mais um pouco que normal.


A Rosarinho brinca mais na banheira, porque a água já não arrefece tão rápido e depressa se veste um pijama leve para a noite.


Os fins de semana são mais longos e preenchidos, cheios de novas experiências e descobertas. As flores na rua, ou os cães que passam, corridas na relva que é fofa, o fascínio de ver o voo das andorinhas antes do sol se pôr.


É melhor e é imenso.


Dia 21, fazes um ano e meio, Rosarinho, e é solstício de Verão. Vamos comemorar em grande!

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Rosarinho e o pitó.

Notícia do dia: a Rosarinho já fez xi-xi no pitó do infantário!




Há cerca de um mês que combinei com a educadora D. começarem a sentá-la no penico na hora de mudar a fralda. Ela ainda é muito pequenina, é certo, ainda nem tem um ano e meio, mas como por algumas vezes, poucas, é certo, a fralda da noite já não vinha molhada, achei que talvez fosse boa ideia. Vem aí o Verão, a altura é propícia a experiências desta ordem!




Além disso, na sala da Rosarinho ela é a mais nova. Todos têm já os dois anos, ou estão quase a fazer os dois anos. Estão, por isso, todos na aprendizagem do bacio ou, em fase muito mais importante, do bacio para a sanita. Porque o exemplo vem de cima, combinei então com a D. experimentar o bacio (vulgo, pitó, na gíria lá de casa!).




Bem que eu andava desconfiada de alguma evolução... Nos últimos dois dias, a Rosarinho andava desesperada com a fralda e por duas vezes consegui mesmo tirá-la. à base de muito esforço e dedicação apareceu de uma das vezes à minha frente com a fralda na mão! Não outra estava entretidissíma, de manhã, na cama, a puxar a (mal)dita.




Hoje confirmei no infantário. Vai todos os dias ao penico e já por algumas vezes fez um xi-xi! "Outras vezes, lá se senta e nem percebe bem o que está a ali a fazer"!




Ahahah! Mas é assim mesmo, Bolinha!! Que grande menina!