segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Here we go again...

Depois da gastroentrite há cerca de três semanas, a verdade é que a Rosarinho não chegou a ficar completamente bem, mesmo após ter completado o tratamento.
Assim, e porque voltara a piorar acabámos por, há uma semana, voltar ao hospital. 
Diagnóstico: ou mais uma virose, embora desta sem febre, ou intestino mal habituado não conseguindo voltar a reter os nutrientes como devia. Novo tratamento de leite sem lactose, gotas de bifídus (biogaia), dieta e iogurtes activia. Passado três dias lá melhorou um pouco, mas há já dois, voltou a piorar. Não há febres até agora, mas há mais "cocós".
Já foi o mail para a pediatra, amanhã espero resposta. Pelos meus cálculos, 4a lá vamos para o Hospital outra vez... Mas é que não estou mesmo a achar piada!.... 

De regresso a casa

Adoroooo quando a vou buscar ao infantário e vem ter comigo a correr e a dizer "mãeeeeeiiiiiiii"!
Sai do canto dos legos com muito cuidado para não pisar em nenhum brinquedo, com muito jeitinho, delicada, muito menina e, quando em terreno livre, corre para mim de braços esticados.
Hoje, mal se viu ao meu colo, agarrada ao meu pescoço a fazer o seu sorriso de charme, ditou logo: "Caja! Deu, Vanexa..." ou seja, "Casa! Adeus, Vanessa! (a auxiliar da sala dela)". Foi a primeira vez qu ouvi a Rosarinho dizer o nome dela.

Mas agora o melhor das palavras é começarem a construir frases. E hoje, no carro, a caminho de casa, no meio da conversa solta que faz e que pouco se percebe, assim como das perguntas habituais ("que é ito? que é ête?"), "mãeeii... pêo. O pêo. O pêo ateu." O Pedro bateu? a quem? pergunto, e estava já a olhar para ela de alto a baixo à procura mazelas... "Miana. Vanexa, catigo".
Ok, na minha tradução (tradução livre, é certo), o Pedro bateu à Mariana e a Vanessa pôs de castigo. Fico mais descansada. Até porque da ultima vez que ouvi falar em castigo, foi a Rosarinho a ficar na mesa do "castigo" por ter atirado com um lego na cabeça de outro. Se calhar, do Pedro...

domingo, 13 de novembro de 2011

Passeios de Outono

Ganhámos um novo ritual de fim de semana. O de tomar o pequeno almoço, ou o lanche, se aquele nos escapa, na Padaria Portuguesa, agora que descobrimos uma perto de nossa casa.
E depois de se sentar numa cadeira dos "crescidos", comer pão, qualquer um, desde que com "fiambe", aquele passeio pela João XXI abaixo, a pé, de mão dada com o pai, parando nas montras e apanhando folhas de Outono que já enchem o chão.
Ontem já era noite e a imagem dos dois ao fundo da rua ficou na minha memória...

Horas esquecidas

Dorme agora a sesta sossegada. É uma hora calma para mim também, que se prolonga quase sempre por umas três horas em que aparoveito para reorganizar o que se deixou para trás na manhã que passou, no dia anterior ou duante a semana.
Há muito que me vou lembrando que "abandonei o blogue" e o último post é ainda de Setembro... Fico sempre com uma sensação de perda, de que deixei algo (muito) por registar. E todos os dias tenho a certeza que sim, num ritual tão simples como o de falar ao telefone com a minha mãe. No meio das nossas conversas, sempre há o espaço das últimas das Rosarinho. Pusesse-as eu aqui e não as deixaria "esquecidas".
Vou tentar, num acto tão simple como uma espécie de transcrição dessa parte da nossa conversa...

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Coisas de Pai

É dar o banho e no fim, todos os dias, dar-se ao trabalho de, encher um copo, e em vez do duche, como eu, tirar-lhe o champô do cabelo...

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Abó!

Esta manhã, no meio das pressas de sair de casa, entre acabar de vestir a Rosarinho (o que cada vez mais é uma tarefa que se faz às prestações dadas as fugas à roupa pela casa toda) preparar o almoço para o infantário, deixar a casa com um mínimo de arrumação, veio ter comigo com o meu telemóvel na mão a repetir: "abó, abó, abó".

Sim, respondi, queres falar com avó, não é? Mais logo ligamos, mais logo... Prossegui a minha senda, apanhei uns brinquedos, desliguei a tv, fechei janelas e agarrei sacos e a mochila e saímos, finalmente, de casa.

À hora de almoço ligou-me o pai: "Olha, a tua mãe ligou-me para saber se estava tudo bem, parece que lhe ligaste mas que não se ouvia nada, só a tua voz e a da Rosarinho ao longe...!"

É certo. Não sei bem como, mas o que é um facto, é que ligou mesmo à avó e de manhã trouxe o telefone para me avisar do feito! Eu é que nem reparei!...

"Êtão??" episódio 2

"Êtão??" continua a palavra de ordem cá por casa. Desde que aprendeu e que viu que pai e mãe não resistem a chorar de rir com a expressão sempre dita com indignação e um encolher de ombros muito cómico é ouvir o mesmo "êtão??" cada vez que a televisão não acende tão rápido como pretende, quando a comida não chega à mesa tão depressa como queria ou quando alguma brinquedo não funciona como era suposto.

Hoje de manhã no trânsito, a caminho do infantário, paradas há mais tempo do que devíamos: "Êtão?!"

Então??

No meio de tantas palavras novas por dia (é só ouvi-la repetir o que dizemos), há que eleger a palavra da semana. E sem dúvida que essa será "Êtão??".

Dito assim mesmo, de modo interrogativo e indignado. Foi ver a Rosarinho chegar na 2ªf, vinda do infantário, na rotina habitual, e entrando em casa, dirigir-se à sala direitinha à televisão, carregar no botão on, virar costas, trepar o sofá, sentar-se muito direita com uma almofada nas costas, de frente para o ecrã e... "Êtão??" Pois é, filhota, a televisão estava mesmo desligada na ficha!

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Mais palavras

"Pati" - ou Os Patinhos, o novo sucesso musical lá em casa. Ouvido em loop...

"Carru" - Carro, e quanto maior é o veículo maior a entoação no u. Passa um autocarro: "carruuuuuuu"! E quando vem da escola, vira pópó. Más influências! :)

"Cão" "Mão" "Pão" - de um dia para o outro soltou-se este ditongo. Antes era impossível de pronunciar, nem passava perto :)

"Papo" -Sapo. Animal preferido que aparece frequentemente, seja na música Eu vi um sapo, ou no prato e babete da Rosarinho.

"Bólha" - Bola.

"Caco" - Macaco, outro animal predilecto que em regra tem direito a gargalhada quando aparece, seja em desenho animado ou versão real do National Geographic.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

E o pato pitó cantou

Antes do banho, na já tradicional ida ao pitó: "já tá"! Levantou-se e eu que não estava a acreditar naquele "já tá", preparava-me para o discurso habitual, "Oh, não há, fica para a próxima", etc, quando de repente o pato cantou (o pitó da Rosarinho é um pato que toca e canta quando se faz um xixizinho)! E lá no fundo, bem no fundo estavam três gotinhas de xi-xi. Lindas que só elas! :) Foi o primeiro xi-xi em casa!