É dar o banho e no fim, todos os dias, dar-se ao trabalho de, encher um copo, e em vez do duche, como eu, tirar-lhe o champô do cabelo...
terça-feira, 27 de setembro de 2011
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
Abó!
Esta manhã, no meio das pressas de sair de casa, entre acabar de vestir a Rosarinho (o que cada vez mais é uma tarefa que se faz às prestações dadas as fugas à roupa pela casa toda) preparar o almoço para o infantário, deixar a casa com um mínimo de arrumação, veio ter comigo com o meu telemóvel na mão a repetir: "abó, abó, abó".
Sim, respondi, queres falar com avó, não é? Mais logo ligamos, mais logo... Prossegui a minha senda, apanhei uns brinquedos, desliguei a tv, fechei janelas e agarrei sacos e a mochila e saímos, finalmente, de casa.
À hora de almoço ligou-me o pai: "Olha, a tua mãe ligou-me para saber se estava tudo bem, parece que lhe ligaste mas que não se ouvia nada, só a tua voz e a da Rosarinho ao longe...!"
É certo. Não sei bem como, mas o que é um facto, é que ligou mesmo à avó e de manhã trouxe o telefone para me avisar do feito! Eu é que nem reparei!...
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"Êtão??" episódio 2
"Êtão??" continua a palavra de ordem cá por casa. Desde que aprendeu e que viu que pai e mãe não resistem a chorar de rir com a expressão sempre dita com indignação e um encolher de ombros muito cómico é ouvir o mesmo "êtão??" cada vez que a televisão não acende tão rápido como pretende, quando a comida não chega à mesa tão depressa como queria ou quando alguma brinquedo não funciona como era suposto.
Hoje de manhã no trânsito, a caminho do infantário, paradas há mais tempo do que devíamos: "Êtão?!"
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Então??
No meio de tantas palavras novas por dia (é só ouvi-la repetir o que dizemos), há que eleger a palavra da semana. E sem dúvida que essa será "Êtão??".
Dito assim mesmo, de modo interrogativo e indignado. Foi ver a Rosarinho chegar na 2ªf, vinda do infantário, na rotina habitual, e entrando em casa, dirigir-se à sala direitinha à televisão, carregar no botão on, virar costas, trepar o sofá, sentar-se muito direita com uma almofada nas costas, de frente para o ecrã e... "Êtão??" Pois é, filhota, a televisão estava mesmo desligada na ficha!
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quarta-feira, 14 de setembro de 2011
Mais palavras
"Pati" - ou Os Patinhos, o novo sucesso musical lá em casa. Ouvido em loop...
"Carru" - Carro, e quanto maior é o veículo maior a entoação no u. Passa um autocarro: "carruuuuuuu"! E quando vem da escola, vira pópó. Más influências! :)
"Cão" "Mão" "Pão" - de um dia para o outro soltou-se este ditongo. Antes era impossível de pronunciar, nem passava perto :)
"Papo" -Sapo. Animal preferido que aparece frequentemente, seja na música Eu vi um sapo, ou no prato e babete da Rosarinho.
"Bólha" - Bola.
"Caco" - Macaco, outro animal predilecto que em regra tem direito a gargalhada quando aparece, seja em desenho animado ou versão real do National Geographic.
terça-feira, 13 de setembro de 2011
E o pato pitó cantou
Antes do banho, na já tradicional ida ao pitó: "já tá"! Levantou-se e eu que não estava a acreditar naquele "já tá", preparava-me para o discurso habitual, "Oh, não há, fica para a próxima", etc, quando de repente o pato cantou (o pitó da Rosarinho é um pato que toca e canta quando se faz um xixizinho)! E lá no fundo, bem no fundo estavam três gotinhas de xi-xi. Lindas que só elas! :) Foi o primeiro xi-xi em casa!
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quarta-feira, 31 de agosto de 2011
Episódios de Férias #1 - A piscina
Férias são férias, e durante três semanas nem no computador toquei. Três semanas em família, em que estivemos sempre os três juntos são um privilégio nestes dias em que é cada vez mais difícil conciliar a vida e a dinâmica de todos.
Por outro lado sabe bem regressar à rotina. Gosto do Setembro como um início de ano, talvez uma reminiscência dos anos lectivos que marcavam mesmo uma transição. Sabe-me bem encontrar de novo a nossa casa, reajustá-la a nós, fazer uns ajustes de decoração ou funcionalidades que há tempo andam para ser feitos.
Mas na memória andam ainda as férias, e há sempre episódios novos quando se passa tanto tempo, todo o tempo, com uma criança pequena.
O primeiro episódio a destacar é óbvio tal foi a paixão: a piscina!
Acho que podemos dizer que das três semanas, duas foram dentro de água! Equipada com duas braçadeiras cor-de-rosa estar dentro da piscina era um verdadeiro vício. Das dez da manhã às cinco da tarde, com intervalo para almoço e sesta, a rotina era por o fato de banho, as braçadeiras, pegar no balde e todas as formas e pás que lhe pertencem e... zás, dentro de água. Sair, só quando já tremia ou os dedos começavam a ficar (demasiado) enrugados. Dez minutos fora de água, embrulhada na toalha a aquecer ao sol e recomeçávamos a rotina!
E soube sempre tão bem vê-a na piscina, com água pelo peito, a andar de uma ponta à outra e com os baldes e afins a fazer papa para os bonecos!
A segunda piscina das férias já tinha mais profundidade. Na verdade a água dava quase pelo queixo... A melhor solução que descobriu foi ficar nos degraus que eram na verdade bem largos e para as brincadeiras chegavam bem. De novo as braçadeiras, os brinquedos, a havaiana no pé para não escorregar.
Uma tarde tivemos uns amigos connosco, com dois filhos, de dez e três anos. A piscina dos pequenos foi o palco das brincadeiras, claro, e foi engraçado ver como tantas vezes a motivação se faz pelo exemplo: a filha desses amigos, com três anos, tem já um outro à-vontade dentro de água e estava "como peixe". A Rosarinho adorou vê-la de um lado para o outro e aos poucos andava já como ela pela piscina. Percebeu que conseguia andar também dentro de água e alguns pirolitos não lhe tiraram a coragem...
Mas a paixão chegou a seguir quando descobriu a piscina "dos grandes". A Rosarinho sempre se mostrou muito observadora e adora ficar a ver o que os outros fazem. Descobrir uma piscina maior, com mais crianças, mais crescidas, com brinquedos novos foi todo um mundo novo. Depois disso bem a tentámos manter na piscina pequena, mas, depois do primeiro mergulho, pelo seu pé, saía, atravessava a relva, dizia-nos adeus e de rabo alçado, rabo de fraldas num fato-de-banho de favos, seguia para a outra piscina, descendo os degraus como se nada fosse! Ficava a ver as brincadeiras de outros míudos, queria sempre ir atrás das bolas, altura que o nosso colo era um óptimo meio de transporte para onde já não tinha pé. Dizia "qué!" e apontava com o dedo para todos os brinquedos.
Mas é uma criança muito doce. Saía da piscina sempre que era preciso, vinha para casa ou trocava os fatos-de-banho sem problemas. Aprendeu logo à primeira explicação que não se entrava na água sem as bóias e sentava-se calmamente na toalha dela à espera que as colocássemos. Brincou connosco na relva e comeu bolachas e uvas (muitas uvas) à beira da piscina. Caía de sono no fim do dia.
Já estou com saudades!...
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
Qué ito?
Os dias passam cheios destas pequenas frases: qué ito? qué ête? qué ito? qué ête?... Para já chegam-lhe as nossas respostas. Um cavalo. A mesa. O pátio. A porta. Um copo. Mas pelo exemplo, nem quero imaginar a idade dos porquês!...
segunda-feira, 18 de julho de 2011
"Ao menino e ao borracho, Deus põe a mão por baixo"
Acho que ainda estou a abanar do susto de ontem... Coisa parva, ou talvez não, que me deixou com os nervos à flor da pele.
A coisa parva é simples: um candeeiro de pé, daqueles que não tem mal nenhum, levezinho com uma lâmpada pequena, tipo escritório fashion e minimal. A minha pintaínha resolve abanar o dito candeeiro, mas até com uma força pouca, que nem lhe testou a resistência. E eu, que até me acho precavida, tiro a pequena do pé do candeeiro, entre o início de choro e lágrimas de quem acaba com a brincadeira, e nisto, no exacto momento, cai mesmo ao lado do pé dela, o vidro que protege (protege?) a lâmpada.
Assustei-me com a idéia de um vidro lhe cair, assim do nada, em cima, mas quando fui pegar nele é que me assustei a sério. Fervia! Mas fervia à séria, que até ficou colado ao chão...
Fui pô-la na cama, acabando com a birrinha gerada no entretanto e quando me sentei no sofá, fiquei em choque, a tremer, de pensar como uma coisa parva, que surge sem pré-aviso, podia transformar as nossas vidas se lhe tivesse mesmo caído mesmo em cima!... O incontrolável, imponderável, dá cabo de mim!
Mas a primeira coisa que pensei mesmo foi que um anjo da guarda me fez tirá-la dali naquele exacto segundo... E sinto que lhe devo a vida...
A coisa parva é simples: um candeeiro de pé, daqueles que não tem mal nenhum, levezinho com uma lâmpada pequena, tipo escritório fashion e minimal. A minha pintaínha resolve abanar o dito candeeiro, mas até com uma força pouca, que nem lhe testou a resistência. E eu, que até me acho precavida, tiro a pequena do pé do candeeiro, entre o início de choro e lágrimas de quem acaba com a brincadeira, e nisto, no exacto momento, cai mesmo ao lado do pé dela, o vidro que protege (protege?) a lâmpada.
Assustei-me com a idéia de um vidro lhe cair, assim do nada, em cima, mas quando fui pegar nele é que me assustei a sério. Fervia! Mas fervia à séria, que até ficou colado ao chão...
Fui pô-la na cama, acabando com a birrinha gerada no entretanto e quando me sentei no sofá, fiquei em choque, a tremer, de pensar como uma coisa parva, que surge sem pré-aviso, podia transformar as nossas vidas se lhe tivesse mesmo caído mesmo em cima!... O incontrolável, imponderável, dá cabo de mim!
Mas a primeira coisa que pensei mesmo foi que um anjo da guarda me fez tirá-la dali naquele exacto segundo... E sinto que lhe devo a vida...
segunda-feira, 4 de julho de 2011
"Pai?"
É notório que as palavras começam a ser úteis cá por casa.
O ritual de dormir cá em casa não é, em regra, nada difícil e é recheado de mimo. Depois do banho e do jantar, há um pouco de brincadeira connosco, mas o tempo passa rápido e o sono chega cedo, e por volta das 20h30, 21h, é a Rosarinho que começa a dar sinal de que são horas de ir para a cama. Ou uma birrinha se começa a fazer notar, ou é mesmo a Bolinha que põe a chucha na boca e nos diz adeus, puxa pela nossa mão e caminha para o quarto.
Vamos então os três para o quarto, fecham-se os estores, diz-se adeus ao gato preto que está sempre nas traseiras, uma musica que vamos cantarolando e a luz quebrada do candeeiro do quarto. Um beijo à Mãe, um beijo ao Pai, abraços pequeninos, e deitamo-la na cama, com a fraldinha junto à cara e um peluche a acompanhar. Pouco demora para um sono profundo.
Hoje, o Pai não estava à hora de dormir. Às 20h30 a Rosarinho quis ir para a cama e lá fomos as duas de mão dada para o quarto. Mas a meio caminho: "Pai?,....Pai?" E foi um misto no meu coração, de orgulho e pena por o Pai não estar... Acho que nem lhe conto, antes de chegar!...
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